Espanha: estudantes do ensino secundário público fazem greve por 3 dias contra a reforma educativa
por LA
Em Espanha, o Sindicato de Estudantes convocou três dias consecutivos de greve a partir desta terça-feira, 5 de Fevereiro 2013. No primeiro dia, a greve teve um apoio sem precedentes: 80% nas escolas e institutos públicos de ensino secundário. Os estudantes protestam contra a futura Lei Orgânica para a Melhoria da Qualidade Educativa (Lomce), que consideram uma «contra-reforma franquista», «segregadora» dos alunos e «privatizadora» do ensino de qualidade, e exigem a demissão do ministro da Educação e do Governo. Além da greve geral nas escolas públicas, estão previstas manifestações durante toda a semana, bem como protestos durante as tardes de quarta-feira e quinta-feira.

Assinalando a manifestação de professores no dia 26 de Janeiro, ouvimos aqui as queixas e aspirações de 6 professores acerca do estado da Escola actual. O mal-estar é claro e reconhecido. Pedimos-lhes para que descrevessem o respectivo percurso profissional, as reivindicações mais importantes segundo o ponto de vista de cada um e, finalmente, que tipo de alternativas seriam possíveis pôr em prática para o ideal funcionamento do ensino em Portugal. Salienta-se a ideia de que o ensino foi essencialmente derrotado pelas finanças. E as medidas recentemente tomadas pleo Governo só prejudicam a qualidade da educação, o quotidiano das escolas, a democracia e o futuro dos jovens.
O Estado financia colégios privados tendo escolas públicas vazias. Cerca de 40 professores do movimento «Em Defesa da Escola Pública no Oeste» marcaram presença na última Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, de 20 de Novembro, onde acusaram os responsáveis pela organização da rede escolar das Caldas de terem privilegiado dois colégios privados com contrato de associação na atribuição de turmas, «optando pela subutilização da oferta da rede pública e, consequentemente, pela duplicação de despesa e desperdício de dinheiro público».
A contestação não pára. Na mesma quarta-feira, 24 de Outubro 2012, três protestos convergiram para a Assembleia da República. Pelas 14 horas, mais de uma centena de estudantes do ensino secundário partiu da Praça Luís de Camões em direcção à Assembleia da República, gritando: "O passe escolar não é para cortar" ou "A luta continua, os estudantes estão na rua". Às 17h30 nos Restauradores, cerca de mil militares da GNR iniciaram uma manifestação que seguiu também para São Bento, clamando contra o orçamento de estado e outras questões profissionais. Entretanto, dentro do parlamento, o debate sobre a redução do IVA na restauração para 13% acabou com os gritos de indignação dos empresários do sector, tendo as galerias do Hemiciclo sido evacuadas. 
Uma centena de estudantes manifestou-se no dia 17 de Outubro, quarta-feira, pela reposição do passe escolar que foi retirado neste ano lectivo. Os estudantes querem voltar a ter o desconto de que usufruíam no passe mensal. “É complicado para muita malta, nomeadamente a que vem de Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Maia, pagar 60, 80 e 100 euros por mês para se deslocar ao polo universitário do Porto”, disse uma dirigente da Associação de Estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (AEFBAUP), que teve a iniciativa do protesto e contou com a solidariedade de associações de estudantes de outras instituições, como AEESEP, AEFLUP, AEESMAE e AEFAUP.
A Escola de Música do Conservatório Nacional vai realizar uma reunião de Professores contratados no próximo dia 25 de Setembro, pelas 14:30 horas, no Salão Nobre. Da reunião deverão sair os Delegados à Comissão Nacional dos Professores Contratados do Ensino Artístico Especializado público, que se juntarão aos professores entretanto eleitos nas demais escolas - Conservatórios de Música de Aveiro, Braga, Coimbra, Porto, Instituto Gregoriano de Lisboa e Escola de Dança do Conservatório Nacional. Esta Comissão poderá já reunir, a nível nacional, nos dias 6 ou 7 de Outubro para dar início a um conjunto de diligências e formas de luta, que visam combater a precarização dos professores.