Greve na CP: as razões dos trabalhadores
por LA
Foi total a adesão dos trabalhadores à greve da CP
, no passado dia 1 de Dezembro. A greve às horas extraordinárias prolonga-se até 2 de Janeiro de 2013. Os trabalhadores protestam contra a redução para metade no pagamento de horas de extraordinárias, ou seja, 1,80 euros por hora em média, e contra a gestão danosa da CP. O Sindicato dos Maquinistas veio entretanto prestar esclarecimento à população sobre as verdadeiras causas da supressão de comboios, que atribuem a uma «guerra laboral» por parte da administração da empresa.

Os trabalhadores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) estão em greve às horas extraordinárias a partir desta terça-feira, 13 de Novembro. A greve deverá decorrer entre as 17, 30 horas e as 9 horas nos dias úteis, e entre as 0 horas e as 24 horas aos fins de semana e feriados. As razões para esta greve devem-se ao facto de que todos os funcionários de investigação e fiscalização do SEF prestam serviço, com elevada frequência, fora do horário de trabalho e, no entanto, não recebem qualquer remuneração por esse trabalho extraordinário realizado para além do horário normal de trabalho - exigindo pois a sua regulamentação.
Os funcionários da Caixa Geral de Depósitos (CGD) estiveram em greve esta sexta-feira, 2 de Novembro 2012. A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores Grupo Caixa (STEC), como forma de protesto contra a privatização da instituição e a redução dos salários produzida pelo Orçamento de Estado 2013. A greve registou uma adesão massiva, com particular incidência na Empresa leader do Grupo, a CGD, segundo o sindicato. Cerca de 500 trabalhadores estiveram concentrados junto ao edifício-sede da empresa para protestar contra a perda de salários, o OE 2013 e a privatização e desmantelamento do banco público. O STEC vai promover no próximo dia 8 uma Conferência-Debate, cujo tema é «Vender a Caixa é vender Portugal», com a qual pretendem começar a sensibilizar a opinião pública para a importância crucial desta questão.
Os Trabalhadores da Agência Lusa iniciam na quinta-feira, dia 18, uma greve de quatro dias, contra a intenção do Governo de reduzir em cerca de 30 por cento o valor do contrato de serviço noticioso e informativo de interesse público. Essa redução comprometerá gravemente o funcionamento e a dimensão da rede nacional e internacional da Agência, bem como a qualidade editorial dos serviços por ela prestados. "Esta greve foi pensada de forma a mostrar a falta que faz o trabalho da Lusa a todos os órgãos de comunicação social, sejam jornais, sites noticiosos, televisões e rádios”. A Lusa divulga, mensalmente, quase 12 mil notícias, em termos médios 392 notícias por dia, e mais de 2.500 sons e vídeos.Entre várias acções de luta, os trabalhadores da Lusa deslocar-se-ão ao jornal Público, também em greve na sexta-feira dia 19, no âmbito de uma acção convocada por jornalistas de diversos meios de comunicação social.
Quando já se fala em requisição civil dos estivadores - primeiro os
Os motoristas da Rodoviária de Lisboa (RL) voltam a paralisar 24 horas no dia 4 de Outubro, segundo decisão tomada em plenário de trabalhadores. Os trabalhadores reivindicam a integração de um abono na tabela salarial, de que foram privados em relação aos demais trabalhadores rodoviários. Os motoristas são ainda "credores de 1,2 milhões de euros" por falta de reconhecimento de tempos de descanso compensatório. Segundo o comunicado do trabalhadores da RL, há todas as condições para aumentar os salários aos trabalhadores, que ganham hoje menos do que há 10 anos.
O Sindicato dos Maquinistas (SMAQ) comunica que os trabalhadores entram em greve de 1 até 31 de Outubro de 2012, fazendo greve à prestação de trabalho extraordinário, incluindo o trabalho em dia de descanso semanal, em dia de feriado (nacional e municipal). Os trabalhadores só aceitarão horários de trabalho previstos/existentes nas escalas de serviço a que estão afectos (Rotações). Dentro deste horário de trabalho, os maquinistas estão disponíveis para todos os serviços da sua função.