Que se lixe a troika... e a manipulação dos média

Que se lixe a troika... e a manipulação dos média

02-10-2012

Subscritores da manifestação de 15 de Setembro recusaram-se hoje a ir ao programa "Prós e Contras" por considerarem que não era dada igualdade de tratamento e liberdade de expressão aos dois campos assinalados no tema do programa: "manifestações e forças da ordem". Com efeito, os dois paineis de debatentes face a face incluem só homens que tomam partido pela forças policiais e nenhum manifestante.

Em comunicado, o grupo esclarece: «Alguns subscritores e subscritoras do apelo da manifestação de 15 de Setembro "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!" foram abordados pela produção do programa para estarem na plateia esta noite, juntamente com "a jovem Adriana que abraçou um polícia". No palco, a escalpelizarem longamente as manifestações e as suas características, foram convidados a estar o director nacional da PSP, um responsável da GNR e dois antigos ministros da Administração Interna.»

«Tendo em conta que o tema do programa, de acordo com o que lhes foi comunicado pela produção, é o próprio aparecimento das manifestações e não "a segurança nas manifestações", vários/as organizadores/as da manifestação de 15 de Setembro consideram que a discussão sem manifestantes é transformar um programa de debates numa sessão de manipulação da opinião pública. Como vem sendo demasiado hábito neste programa, estamos perante um verdadeiro "Prós e Prós", em vez de uma emissão jornalística de confronto de ideias.» (...)

«Vivemos uma situação em que centenas de milhares de pessoas pela Europa se revoltam contra memorandos da troika, governos troikistas e politicas de austeridade que, com o pretexto de não haver alternativas, destroem as suas vidas. A face mediática desta política desastrosa são os debates de sentido único, como neste programa "Prós e Contras", em que a palavra é dada aos do costume e os outros estão lá apenas para fazer figuração. Discutir o momento actual segundo o ponto de vista da polícia e de ministros da Administração Interna é fazer todo o esforço possível para abafar os verdadeiros motivos da onda de revolta que varre a Europa.»

Fontes
Editores: 
Artigo baseado em informação proveniente de movimentos sociais.
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