Polícias marcam manifestação no dia 6 e vigília entre 3 e 7 de Novembro

Polícias marcam manifestação no dia 6 e vigília entre 3 e 7 de Novembro

01-11-2012

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) vai protestar contra a falta de resolução de problemas que se arrastam desde 2010 e pelo fim das medidas de austeridade, na próxima terça-feira, dia 6 de Novembro, pelas 17h30 no Largo de Camões, em Lisboa.

"A ASPP quer que seja uma manifestação de polícias, independentemente da filiação sindical", disse à agência Lusa o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, que convida todos profissionais da PSP a participarem no protesto.

A realização da manifestação foi decidia numa reunião da direcção nacional da ASPP que decorreu a 26 de Setembro passado, em Lisboa.

Paulo Rodrigues adiantou que há "uma série de problemas que estão por resolver e se arrastam desde 2010", nomeadamente a não colocação de todos os polícias nas novas tabelas remuneratórios e o não pagamento de retroactivos aos polícias que já foram integrados nos índices salariais em vigor há três anos.

Segundo o presidente da associação, cerca de quatro mil polícias já foram integrados nos novos índices remuneratórios, faltando aproximadamente 17 mil elementos da PSP. Na origem dos protestos está também os congelamentos das promoções, das actualizações dos suplementos das forças e serviços de segurança e do subsídio de fardamento, afirmou.

O Sindicato Nacional da Policia (SINAPOL) enviou ao Primeiro-Ministro, em 30 de Outubro 2012, uma carta com 3 questões relativas ao Orçamento de Estado para 2013: se o governo vai aumentar a idade de pré-aposentação da PSP, se vai acabar com a actual atribuição de passes sociais aos profissionais da PSP, se vai aumentar os custos de saúde suportados pelos polícias? Mediante a resposta do governo, ou a ausência de resposta, o sindicato realizará uma vigília permanente entre os dias 3 e 7 de Novembro, frente à Assembleia da República.

Paulo Rodrigues sublinhou que os polícias estão a ser "duplamente penalizados e prejudicados", uma vez que são alvo da austeridade aplicada a todos os portugueses, além das questões específicas que "não são resolvidas" e estão a levar os profissionais da PSP a "situações extremamente difíceis". Para resolver estes casos mais complicados, a ASPP já abriu um gabinete de acção social. "São situações pontuais, mas o problema poderá agravar-se", frisou.

Segundo uma reportagem do jornal I, as dificuldades estão a levar muitos polícias a emigrar.

A ASPP está integrada na Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que participou na manifestação de 29 de Setembro , em Lisboa, convocada pela central sindical CGTP, contra as medidas de austeridade do Governo. Fazem também parte da Comissão Coordenadora Permanente estruturas da Guarda Nacional Republicana (GNR), Polícia Marítima, Guardas Prisionais, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

 
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